AS OLIMPÍADAS MUNDIAIS 2021 EM TÓKIO – AS OLIMPÍADAS PSICOLÓGICAS

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AS OLIMPÍADAS MUNDIAIS 2021 EM TÓKIO – AS OLIMPÍADAS PSICOLÓGICAS

O símbolo competitivo das atividades esportivas mundiais – as olimpíadas 2021, traz fatos e reflexões profundas que marcam a história da humanidade nesse segmento, os quais vão muito além da impactante pandemia causada pela Covid 19 que se instalou no planeta. Atletas de várias modalidades esportivas deixaram evidentes que, mesmo com suas determinações, são seres humanos que possuem fragilidades e que contam principalmente com a estabilidade emocional para suas atuações físicas. Para os desempenhos com excelência em olimpíadas mundiais, os quais necessitam de grandes preparações físicas, os estados psicológicos dos guerreiros esportivos se tornam aspectos fundamentais.

Os atletas já viviam antes da pandemia mundial as pressões psicológicas causadas  por si mesmos e pelos países que representavam: pelos desejos de alcançarem seus próprios sonhos, de seus familiares, amigos, investidores e dos milhares de torcedores de suas nações. Já viviam também as pressões das autoridades nacionais e/ou patrocinadores que, em muitos casos, se tornavam grandes ameaças.

Com o isolamento social e as conseqüências causadas por ele, atletas perderam investimentos financeiros, espaços e condições apropriadas para as suas preparações necessárias para competirem e ainda enfrentaram as tristezas causadas  pelo vírus letal que impactou o mundo e os que amam. As incertezas de que as Olimpíadas Mundiais a serem sediadas em Tókio poderiam deixar de acontecer, também causaram grandes instabilidades emocionais.

Mas com todos os fatores abordados, os obstáculos em parte foram superados e as olimpíadas de 2021 realizadas no país dos aguerridos japoneses, os quais receberam os representantes olímpicos de todos os países do planeta, aconteceram. Mesmo assim, protocolos foram adotados: a energia transmitida pelo público presencialmente teve que ser eliminada para se evitar a contaminação do vírus; os passeios turísticos que permitiam apreciar presencialmente as belezas de Tókio foram limitados; confinamentos das delegações olímpicas participantes tiveram que ser organizadas de forma rígida; atletas adotaram o uso de máscaras até mesmo durante suas atuações nas provas olímpicas. Fatos nunca imaginados por várias gerações que apreciam esse mega acontecimento que mobiliza o mundo ocorreram nesse histórico ano, aconteceram.

Estudos na área da ciência e educação evidenciam há anos a precisa relação e dependência das áreas emocionais e físicas. As atividades físicas praticadas regularmente aliadas à alimentações adequadas, são comprovadamente fundamentais para diminuirem os riscos de doenças mentais e físicas. Mas quando a saúde mental está avançada, há o impedimento de se tomar a iniciativa de praticá –las, destacando as depressões, as fobias, as ansiedades, entre outras. E tal impedimento não prejudica a atuação apenas na área esportiva. Impacta na vida das pessoas nas áreas sociais e profissionais, impedimento que até a inteligência emocional minimamente necessária para superarem os desafios impostos pela vida sejam superados. Mas foi necessário que tal tema tivesse como “ palco  mundial“ as Olímpiadas realizadas em Tókio em 2021 para que fosse enfatizado no mundo. Com grande destaque no caso da ginasta dos Estados Unidos – Simone Biles, a imprensa internacional voltou suas atenções para essa questão. A ginasta profissional americana, que é especialista na ginástica artística e vencedora de vinte cinco medalhas em campeonatos mundiais ( sendo 19 delas de ouro ), impactou o mundo ao noticiar em meio à realização das competições olímpicas que abriu mão de competir por não estar bem emocionalmente. Fica então um alerta para a sociedade: a preocupação em se atentar para os cuidados necessários com a saúde mental da humanidade, tão importante para o alcance do sucesso e do  progresso, que vão além de medalhas olímpicas.