Os Relacionamentos com o Passar dos Tempos

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Os Relacionamentos com o Passar dos Tempos

É natural que as gerações de hoje comparem os relacionamentos atuais com os das gerações antigas e os relatos de familiares, amigos e demais divulgações de tempos passados delas, permitem tais análises. A conclusão é que os “formatos” ou “tipos” de relacionamentos atuais são bem diferentes dos vividos pelas gerações passadas. Mas as opiniões são bem variadas quanto aos pontos de vista dos que comparam os relacionamentos passados aos atuais, até porque os valores das novas gerações são bem divergentes e em alguns casos, há os que gostariam de viver à “moda antiga”. O fato é que é quase unânime ao exporem suas opiniões e ao afirmarem que os relacionamentos antigos tinham características mais tradicionais e muitos arriscam dizer que por isso, eles eram mais duradouros. Há ainda os que afirmam que alguns aspectos deveriam ter sido preservados, como: a aproximação e convivência entre as pessoas para maior intimidade por meio de etapas do relacionamento ( contatos estabelecidos por meio de uma amizade com possibilidade de um namoro, aproximação das pessoas e meios que os possíveis envolvidos no relacionamento convivem, namoro, noivado e até casamento ). A história e os relatos das pessoas de idades mais elevadas atualmente, contam que antigamente as pessoas eram cortejadas, mas tinham que pedir uma autorização prévia aos familiares para isso. Só após esses contatos acompanhados das companhias dos familiares ocorrerem, é que as pessoas que pretendiam namorar, recebiam o consentimento para isso. O próximo passo para que o relacionamento se tornasse mais sério ( o casamento ), só ocorria mediante o pedido da “ mão da noiva “ e sua autorização por parte dos pais ou responsáveis legais. Filmes, livros e depoimentos dessas épocas, abordam histórias de finais felizes e outras tristes e trágicas, pois haviam famílias que “ detinham “ tradicionalmente o “poder” de deferirem o não a união entre as pessoas e interferiam no sentimento vivido por muitas pessoas. Interesses financeiros, políticos, religiosos, raciais entre outros, eram considerados ao se consentirem os denominados “ relacionamentos arranjados ”. Dotes ( pagamentos ) eram negociados para que um casamento fosse consentido entre as famílias. Torneios competitivos entre representantes de reinos eram realizados para que o vencedor “ desposasse “ a princesa do reino anfitrião de tal atividade. Por meio de objetivos de expansão e ligações políticas, príncipes e princesas eram prometidos em matrimônio para a concretização de tais interesses. Os sentimentos, afinidades e autonomias dos noivos, não eram levados em conta. As pessoas não tinham o direito de escolha quanto ao casamento que obrigatoriamente teriam que viver até morrerem. Uma lendária história exibida em várias versões por meio da literatura e do cinema representa essa época: Romeu e Julieta – que se tornaram símbolos dos amores impossíveis e vítimas das sociedades manipuladoras da época. Assista aqui pelo link: HTTPS://m.youtube.com/watch?v=- _kreEzxl3U&t=273s , gratuitamente, ou pelo vídeo abaixo postado.

Muitos relacionamentos conseguiram vencer o preconceito vivido pelos negros, pobres e desassistidos sócio culturalmente pelas diferenças impostas pelas sociedades. Mas muitos sucumbiram pela ignorância dos familiares, líderes políticos e governamentais. Poderiam ser elencadas inúmeras histórias que simbolizam os relacionamentos do passado.

Já em tempos atuais, as famílias apresentam várias formações, as quais fogem dos modelos tradicionais e junto com essas novas formações, os comportamentos. Com isso, adolescentes e jovens são criados sob novos direcionamentos ou até, sob nenhuma orientação. Consequentemente, novos “valores” são adquiridos e comportamentos adotados. No que diz respeito ao relacionamentos atuais, denominações são atribuídas às modernas formas de se relacionar, como: “beijante”, “peguete”, “ficante”, “rolo”, “ curtição”, entre outros, que liberam os que se adequam sob esses novos “formatos”, de qualquer tipo de comprometimento entre si. Mas adolescentes, jovens e até adultos relatam serem a favor ou contra a “modernização” dos relacionamentos. A aparente liberdade adquirida nas novas formas de se relacionar, segundo o depoimento de muitos que assim vivem, trazem algumas conseqüências em detrimento dos seus relacionamentos: gravidez precoce e indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, infidelidades constantes, entre traumas originados pelas conseqüências causadas pela ausência de sentimentos e/ou respeito. Há ainda os que apontam total adequação às novas formas de se relacionarem, relatando que a grande vantagem é a de “viverem o momento” sem conseqüências para as vidas dos envolvidos, desde de tenham comportamentos conscientes. Além dessas novas características abordadas, há ainda as dos relacionamentos considerados sérios perante a sociedade: namoros e casamentos que vivem relacionamentos abertos, nos quais os envolvidos neles, têm permissão entre si de “ficarem” com outras pessoas.

Antigos ou atuais, apontam em suas histórias vantagens e desvantagens, adeptos ou não aos variados tipos de relacionamentos. O que é estatisticamente comprovado é que as experiências vividas sentimentalmente levaram e levam milhares de pessoas a optarem a viverem sozinhas. Os relacionamentos apresentam atualmente números incomensuráveis de separações em qualquer fase e formato que estiverem, pelos choques de valores que a sociedade traz em sua evolução por meio da modernidade da educação, das estruturas familiares, dos aspectos financeiros e até governamentais.

E você? Que tipo de relacionamento afetivo deseja viver?