O Crescimento do Futebol Feminino Brasileiro

marta
Esporte

O Crescimento do Futebol Feminino Brasileiro

Como não abordar uma preferência que transcende todas as classes sociais e que desperta uma paixão que mobiliza grandes massas? Essa prática esportiva é conhecida no mundo inteiro: o FUTEBOL. Assim como muitas iniciativas nas práticas sociais, o futebol vem abrindo espaço para a atuação feminina. Mesmo com os registros de partidas mistas no país desde 1909 – marco histórico da primeira aparição feminina no futebol brasileiro, o espaço das jogadoras ainda tem muito a crescer. Resistência, descaso e amadorismo atribuem adjetivos nas linhas descritas da história do futebol feminino brasileiro. Encaradas como o “sexo frágil” e “ dona do lar”, as mulheres brasileiras se viram diante de um obstáculo ainda maior que o mundo esportivo pode atribuir: o preconceito.

Quando timidamente a atuação feminina começou a surgir por volta dos anos 40 nesse segmento esportivo, a sociedade considerava essa prática violenta e ideal apenas para homens. Veio então uma proibição, no ano sequente, por meio de um processo de regulamentação do esporte no Brasil. Com a criação do Conselho Nacional de Desportos sob alçada do Ministério da Educação, essa época marcou o início de uma série de obstáculos que as jogadoras brasileiras iriam enfrentar. Já em 1965, no governo militar, um decreto lei é publicado de forma detalhada quanto à atuação feminina – fato que não impediu que mulheres jogassem clandestinamente. Mas a persistência e garra das brasileiras venceram: em 1979 foi revogada a lei que proibia as mulheres de jogarem futebol, apesar de, mesmo assim, não receberem estímulo de clubes e federações. Com a regulamentação alcançada em 1983, atividades oficiais começaram a fazer parte dos calendários esportivos, com a sucessão de grandes marcos históricos destacando entre vários outros:

1988 – Torneio Experimental em caráter mundial realiza – do pela FIFA na China, denominado de Women’s Inventational Tournament.

1991 – Primeira Copa FIFA de Futebol Feminino assumido pela CBF oficialmente, ainda sob caráter experimental, sob comando técnico de Fernando Pires.

1996 – Primeira Olimpíada nos jogos de Atlanta repleta de veteranas.

1999 – Primeira medalha FIFA em Copas do Mundo alcançada com superação, apesar do amadorismo ofertado ao time no país. A medalha de 3º lugar foi conquistada nos Esta – dos Unidos.

2003 – Primeira Copa do Mundo da Rainha Marta, que deu início à uma brilhante carreira da jogadora brasileira que conquistou o troféu por 6 vezes de a melhor do mundo.

2004 – Medalha olímpica de prata na Grécia.

2007 – Medalha de ouro conquistada no Pan do Rio com goleada de 5 a 0, com uma torcida que lotou o Maracanã.

Essas entre várias outras conquistas, perpetuaram as atuações femininas na história do futebol brasileiro com muita garra pelas guerreiras desse país. Mas há muito ainda a evoluir: aspectos que vão desde as condições de trabalhos oferecidas às jogadoras, até espaços igualitários aos dos times masculinos que compreendem estruturas físicas, técnicas, jornalísticas e publicitárias. Não é diferente a realidade citada no Distrito Federal nos tempos atuais: tanto no futebol feminino, quanto no masculino, a atenção direcionada à essa paixão esportiva mundial deve ser muito aprimorada na capital do país que tem visibilidade internacional quando se trata do futebol. Essa é a opinião do atual presidente do Brasília Futebol Clube – Flávio Melo, que prepara com grande esmero um mega projeto à um dos mais tradicionais times do DF, fundado em 02 de Junho de 1975. O atual presidente relata que o futebol na capital do Brasil deve ser tratado como referência tanto no aspecto esportivo quanto nos aspectos educativos, sociais e culturais. Ele afirma que o projeto foi idealizado com muita responsabilidade, pois se trata de um conjunto de ações de peso para o progresso dos brasilienses e do país. Esse visionário empreendedor esportivo trará ações de futuro para a capital por meio do Brasília Futebol Clube.

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